Dom António Sousa Braga, em entrevista ao In Concreto, afirmava por diversas vezes a importância de um contributo prático da Igreja na resolução dos problemas sociais. A pertinência da “caridade cristã” com raiz no seu nobre princípio.
Eis que o véu é levantado e conhece-se uma estratégia da igreja, importante e pertinente, em especial, porque no momento actual todos os programas sociais são poucos, também, porque a igreja per si, conhece de perto o terreno. Numa segunda instância, um despertar da igreja açoriana para o empreendorismo como forma de ajudar o próximo.
"A Igreja pretende ajudar as pessoas em situação de pobreza e desemprego dando-lhes uma ajuda económica ao empreendedorismo e à criação do próprio emprego, que pode ser feita a fundo perdido ou através de empréstimos sem juros. Uma medida que ainda está a ser estudada e que deverá ser operacionalizada através do fundo social de emergência gerido pela Cáritas, revelou ao Açoriano Oriental o Bispo de Angra, D. António Sousa Braga, no âmbito da visita pastoral de dois meses que está a realizar à Ouvidoria de Ponta Delgada.
Para o Bispo de Angra, é importante que o fundo social de emergência seja “não só para o socorro imediato das pessoas em géneros, mas também para apoiar casos de auto-emprego”, afirma Dom António Sousa Braga, que admite ser importante repensar a forma como a Cáritas apoia as pessoas, pois verifica-se que, ao longo dos anos, a ajuda em géneros alimentícios ou roupa acaba por ir criando dependências, sem que as pessoas se consigam autonomizar, que é sempre o grande objectivo das estratégias de combate à pobreza." [AO]
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